O fim de uma etapa

No ano passado escrevi que iria parar de utilizar a planilha de rendimentos fornecida pelo blogueiro Além da Poupança. A razão é que eu vislumbrava que necessitaria efetuar um grande saque da minha carteira, o que fatalmente iria deformar o meu histórico consolidado de rendimento. Como já mencionei anteriormente, isso ocorre por que há uma distorção no valor da cota. É dizer, para a distorção no valor da cota não ocorrer, precisamos, antes de efetuar o saque, atualizar o valor dela e ‘congelar’, de modo que, após o saque (venda de um número de cotas), o valor permaneça o mesmo.

É por essa razão que, paralelamente ao uso da planilha do AdP, eu comecei a contabilizar meus retornos por um sistema próprio de cotas ensinado em um artigo do Matt Richards (o qual também conhecida através do blog do Além da Poupanças, assim como uma montanha de outras coisas).

E o dia de realizar o saque chegou! Esta semana realizei a venda de três ativos para o pagamento da última – e maior – parcela da aquisição de um apartamento residencial. Já adianto que o imóvel não é para uso pessoal. Contudo, antes de realizar o saque, fechei meu histórico de rendimentos usando a planilha do AdP, para ver o resultado desses quase dois anos e meio investindo e aprendendo com outros blogs.

Aproveitando que finalizei uma etapa e vou continuar postando meus rendimentos – mas agora a partir de agosto de 2016, quando mudei o método de aferição dos resultados -, achei por bem parar de postar aqui no WordPress. Infelizmente, não me dei bem com ele e estou voltando para o Blogger. O endereço continua o mesmo:

http://riscoetempero.blogspot.com.br/

Carinhosamente o batizei de Pecúnia. Maiores explicações continuam lá. Já aproveito a oportunidade para solicitar ao gentil Uó – ou Abacus – para que adicione o blog no seu feed. E ao Investidor de Risco para que atualizei o seu.

Abraço a todos.

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Resultados – Maio de 2017

Parece que a nuvem negra que estava pairando sobre minha cabeça está dissipando. Este início de ano foi um dos piores pelo qual já passei. Aquele sentimento de abalo que sentia – que cheguei até a cogitar em depressão – já não existe mais. Levantei a cabeça e parti para cima do desafio. Todo perrengue traz consigo uma carga de experiências, e elas serão valiosas no futuro.

Às vezes me passa pela cabeça mudar de profissão. Infelizmente não me vejo fazendo o que hoje faço no futuro. Mas tomei a decisão que vou construir um patrimônio maior antes de me lançar em aventuras.

Falando em patrimônio, encerrei a seca de seis meses sem aporte de dinheiro novo! E justo no mês do pânico, o que me permitiu comprar um lote de Itaúsa (ITSA4) por um preço que considero adequado.

Terminei maio com uma rentabilidade positiva de 1,06%. Não foi desta vez que tacaram água no meu chope. No ano a rentabilidade está em 15,27. Já a rentabilidade histórica – desde fevereiro de 2015 – está em 46,91%.

Apenas para constar, em maio os proventos totalizaram R$700,00. Não reinvesti tudo ainda pois tenho esperança de somar com mais um aporte em junho.

A alocação de ativos continua bem naquilo a que me propus desde o início: 60% na ‘fixa’, 30% em ações e 10% em fundos imobiliários.

Seguem imagens:

Continuamos caminhando e batalhando. Até a próxima.

Lamúrias e Resultados de Abril

Lá se vão quase dois meses sem escrever e postar resultados. A verdade é que este ano está foda – sequência pesada de problemas, escolhas que não sei foram adequadas, mudança de cidade. Para colocar uma cereja no bolo, fui assaltado. Já não sou muito fã deste país, depois disto passo noites imaginando como seria agradável não morar aqui. Mas, por enquanto, só na imaginação.

A bem da verdade, nem precisaria estar expondo tudo isso. Só o faço porque meu psicólogo recomendou que eu escrevesse, pois isso ajuda a afastar o desânimo e o risco de depressão. Ops, mentira, não pago psicólogo. Mas quase certo que esta seria uma recomendação.

Mais um mês sem aportar, ou seja, seis meses sem um dinheiro novo, apenas reinvestindo os proventos que porventura pingam na conta.

Ah! Ainda quero lamentar um pouco mais deste país. Por que é tão difícil entender a necessidade de uma responsabilidade fiscal? Perdemos décadas com hiperinflação e, quando não ela, inflação elevada. Esse fenômeno causa uma concentração danada de renda, mas a parte imbecil da esquerda insiste no contrário. É a tal da história de errar até dobrar a realidade. A nova proposta intitulada Brasil Nação, e capitaneada pelo saudoso (rs!) Bresser Pereira, está ai para mostrar como o aprendizado é difícil nessas terras. Venezuela à vista? Acham que não é possível o Brasil continuar a piorar? Samuel Pessoa lembra que a Argentina declina há 70 anos.

Iremos nos afogar em mais tributos ou a inflação voltará com força se o Estado não conseguir gerar um medíocre superávit nos próximos anos? E depois reclamam que os juros são elevados nessas terras.

Tenho mais lamúrias, mas deixo para o próximo post, pois preciso escrever para afastar o risco de depressão [econômica].

Em abril minha carteira rendeu 0,67%. No ano somo 14,37% e no acumulado histórico (desde fevereiro de 2015) 45,37%. Nada mau, correto? E, para suprir a omissão do mês anterior, em março a carteira rendeu 0,38%. Para não perder o costume de ilustrar, e também por gostar de montar gráficos no Excel, seguem várias imagens dos ativos da carteira (só clicar para ampliar):

 

Mas Risco, não há nada que esteja lhe deixando feliz nesses tempos? Há sim! Minha família muito amada, como sempre. E a alta chance do fim do imposto sindical! Demorou! Que tal também acabar com a unicidade territorial? É muito parasitismo.

Resultados – Fevereiro de 2017 (+3,29%)

Quarto mês sem nenhum aporte. E espero que seja o último. Estou passando por algumas mudanças profissionais e acredito que em março o resultado comece a aparecer. Estou focando em crescer o aporte.

Precisei contratar novos funcionários e lhes digo: contratar não é fácil. Uma penca de documentos e pouca margem para negociação. E não pago muito por medo dos reflexos da legislação trabalhistas. É uma pena, pois adoraria poder conceder participação nos lucros. Mas eles integram os salários e isso pode virar uma bomba em épocas de vacas magras.

Carteira com rentabilidade de 3,29% em fevereiro. Resultado forte por conta da posição em ações e fundos imobiliários (praticamente todos subiram). Meus prefixados também reagiram bem com a queda da Selic. Apenas a Ultrapar (UGPA3) caiu esse mês, dentre as ações que carrego.

No ano a rentabilidade está em 13,17. A histórica – desde fevereiro de 2015 – está em 43,85%.

Não realizei nenhuma venda/giro na carteira em fevereiro, segurando a ideia que tinha de vender as ações da CARD. Sou lento nessas tomadas de decisões de venda (e compra também).

Os únicos proventos foram os aluguéis dos fundos imobiliários, os quais ainda não reinvesti. Farei junto com o aporte de março.

Abaixo algumas imagens.

 

 

*

O plano real obteve sucesso em domesticar a inflação. Para tanto, ancorou-se em juros reais elevados e câmbio fixo. Ainda hoje leio rusgas sobre se o plano funcionou em razão da âncora cambial ou juros elevados – quando não os dois. No segundo mandato de FHC conseguiram fazer a mudança essencial para evitar choques cambiais violentos, ou seja, começaram a atacar o problema fiscal. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foi um novo marco na batalha contra a inflação e abriu a possibilidade de um crescimento persistente e sustentável. Mas os seus efeitos não foram visíveis de imediato.

Lula foi eleito o novo presidente e teve o bom senso de não se desfazer das medidas até então aprovadas na época FHC. Respeitou a LRF e o que ficou conhecido como tripé macroeconômico – LRF, metas de inflação e câmbio flutuante. Os resultados das reformas da era FHC apareceram e, junto, um cenário externo favorável em demanda de commodities exportadas pelo Brasil. O ingresso abundante de moeda estrangeira aos cofres do tesouro permitiu a eliminação da dívida externa e permitiu a criação de reservas cambiais.

Ponto.

A crise de 2008 abriu margem para uma ala de economistas barbeiros do PT. Dilma, Guido Mantega, Aloisio Mercadante, Marcio Holland, dentre outros, gestaram o que na época ficou conhecida como Nova Matriz Econômica (hoje órfã). Os resultados são conhecidos.

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Pois é …

Para recuperar tudo o que foi construído de 1994 a 2007 são necessários esforços extremamente impopulares: forte contenção fiscal (e todas suas consequências nas políticas distributivas), juros maiores, reforma previdenciária, não manipular preços administrados, aumento de tributos.

A PEC do teto foi o primeiro passo, junto com juros maiores. Estes já estão cedendo. Ocorre que essas medidas não geram efeitos de pronto. A reforma da previdência provavelmente passará, talvez com algumas mudanças pontuais. A reestruturação fiscal de alguns Estados idem.

O vencedor de 2018 colherá os frutos dos esforços de hoje, mas a população vai visualizar como mérito do próprio, esquecendo o anterior.

Lula ainda é competitivo. O grosso da população tem boas memórias de seu governo e do grande desenvolvimento econômico da época. Vamos assistir a mesma peça?

Eu não como carne, nem leite e nem glúten.

Amo minha vó. Sua simplicidade, sua esperança, sua garra. Até sua inocência me cativa – não tem acesso com frequência à perversidade das pessoas e, principalmente e infelizmente, ao caráter corrupto de grande parte do povo brasileiro.

Meus avós, durante várias décadas, viveram com muita pobreza. Às vezes, ouso dizer pelos relatos que colhi, viveram no que chamaríamos hoje de miséria. Apesar de possuírem um pedaço de terra rural, herdada do meu bisavô italiano, a propriedade era quase inútil. E por quê? Imagem um pedaço de terra na década de 30~40: a dificuldade em cultivar, as pragas que devoravam o plantio, o desconhecimento de técnicas agrícolas. Muita terra e pouco rendimento. Muita terra e barriga vazia.

Minha vó conta como era penoso obter uma refeição que fugisse da farinha de milho e alguns escassos vegetais. Tratavam com muito cuidado as galinhas para poderem obter ovos. Quando surgia a oportunidade de ter um porco, toda cautela era pouca. Precisavam dedicar muito cuidado para que o bicho engordasse e pudesse ser abatido.

Aliás, é com orgulho e boas lembranças (!) que me conta a alegria que tinham no dia de comer carne de porco. Essa dádiva era reservada para datas especiais. Convidavam, inclusive, parentes e vizinhos, os quais retribuíam sempre que possível.

Hoje, já com uma vida muito melhor em termos materiais, é cuidadosa com o trato dos alimentos. Não gosta de desperdício e saboreia cada pedaço de carne. Digo mais, é uma glutona, come um filé todo santo dia. Adora uma costelinha de porco.

O que objetivo com essa narrativa?

Infelizmente estou perdendo uma amiga de infância. Virou uma militante do veganismo. Mas daquelas radicais, que são agressivas com aqueles que não concordam com a filosofia alimentar. Posta textões em redes sociais com frequência, tratando um ‘carnívoro’ com desdém e raça inferior (isso eu sei por relato de amigos em comum, pois não tenho nenhum perfil em rede social). O radicalismo está indo para outros campos também…

Mas há um lado bom! Observem que hoje podemos ter as frescuras e filosofias alimentares que quisermos. Há fornecedores para todo o tipo de dieta. Quer ser vegetariano ou vegano? Sem problemas, nossa agricultura dá conta do serviço. Se faltar algo, podemos buscar no mercado internacional. Medo de agrotóxico? Abra um pouco a carteira e vá até a seção de orgânicos. Compre um produto da Fazenda Toca.

Não bebe leite? Adepto da dieta que amaldiçoa a lactose, o glúten, a gordurinha? Relaxe, no balcão do mercado tem o produto que você quiser. Ou então uma loja especializada.

Minha vó daria risada de alguém que falasse que não come carne. Algo inimaginável para ela. Há cinquenta anos, abdicar dessa preciosa fonte de nutrientes era abdicar à vida – é sério, não é exagero.

Então, você que não quer carne, não quer glúten, não quer lactose, não quer gordura: abra uma cerveja hoje – ou um chá – e faça um brinde ao capitalismo! Só o mercado permite sustentar nossas idiossincrasias. E o que é ainda melhor, o mercado não tem preconceitos.

Minha querida amiga, você já foi melhor. Está adoecendo e afastando seus amigos. Não banque a senhora da razão nessa tenra idade. Você não sabe nada da vida.

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Resultados – Janeiro de 2017 (+9,57)

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Como a maioria de vocês, meu patrimônio também deu uma bela disparada no mês de janeiro. Ao contrário de alguns, porém, não fico muito feliz. Uma sensação de mal estar, de precocidade no ‘sucesso’ (entendam as aspas, por favor). E, claro, aquele pensamento: que tal exercer um pouco de lucro? Mas, para que, se não necessito do dinheiro?

Nossa mente fazendo aquilo que ela faz de melhor – lembrar do quanto somos cômicos, não é?

Carteira com + 9,57% de rendimento neste mês de janeiro, utilizando o sistema de cotas. Histórico de belos 39,26% (desde fevereiro de 2015). Aliás, você blogueiro que também gosta de divulgar a rentabilidade da carteira, lembre-se de colocar a data inicial do acompanhamento. É bacana…

Como podem ver pela primeira imagem, a decolada derivou em boa parte das ações. Mas não só. Em janeiro venceu meus pré-fixados e recebi o valor combinado, além de que minhas NTBs valorizaram bastante com a queda da curva longa de juros. Em síntese, os astros ajudaram…

 

Mas o que justifica a súbita subida (é pra enrolar a língua mesmo) da CARD3? Sinceramente, não encontrei nada de novo que justifique tamanha boa vontade. E aqui volto com aquela vontade de vender e exercer esse lucro – para arrepiar aqueles assombrados com o dogma do ‘não gire a carteira’. Mas vou com calma. Afinal, levei semanas para topar comprar essa ação. Também vou levar semanas decidindo sobre a venda. Sou lento, fazer o quê?

Banrisul (BRSR6) na mira do raio privatizador. Não acredito muito nessa possibilidade, pois o povo gaúcho é muito orgulhoso desse banco e exerceria muita pressão contra. Aqui fico tranquilo, pois se o governo quisesse zuar o banco, já o teria feito. Com ou sem privatização, pelo preço que paguei, o retorno bom está quase garantido.

Light (LIGT3) também fica. Colocaram o governo de Minas com uma pulga atrás da orelha com os boatos de privatização de CEMIG (é controladora da Light). E justo agora que a equipe está fazendo um trabalho necessário para reduzir a dívida da mineira. Assim, se ocorrer privatização, um novo controlador pode trazer mais ordem para a casa na Light. Não ocorrendo, haverá ainda mais pressão para destravar valar na carioca – seja para aumentar o lucro, seja para vendê-la.

Agora, um desabafo. São três meses sem fazer um aporte novo. Apenas reinvestindo os proventos. E isso me deixa triste, pois o ato de poupar e escolher a destinação em investimentos me traz muito prazer. Há aqueles que sentem prazer em consumir. E há aqueles que sentem prazer em poupar.

Hoje também li que o Felipe Miranda, da Empiricus, deu uma cabeçada em um outro analista do mercado financeiro. Aproveite! Clique aqui e saiba como lucrar até +200% em uma semana com isso!

 

Resultados – Dezembro de 2016

Desejo a todos um bom 2017! Não se enganem, será turbulento também.

Terminei 2016 com uma rentabilidade anual de 21,74%. Um bom resultado. Dezembro em si recuou -0,62%. Algumas ações sofrendo.

A satisfação foi receber ao longo deste ano um total de R$ 8.250,00 de proventos da renda variável. Claro, ainda é pouco, mas trabalho há apenas três anos e meio (não conto o período de estágio).

 

Neste 2017, agora já no fim de janeiro, espero uma mudança para melhor em minha vida. Novos desafios que gelam meu estômago quando penso neles. Antes, porém, passo uma semana no Caribe descansando.

Neste início de ano reformulei meu controle orçamentário. Controlo meus gastos desde quando era estagiário, então consegui montar uma planilha que abarca diversas informações. Até o fim do mês compartilho ela com quem tem interesse.

 

alocacao
Alocação
distribuicao
Distribuição dos ativos