Resultados – Dezembro de 2016

Desejo a todos um bom 2017! Não se enganem, será turbulento também.

Terminei 2016 com uma rentabilidade anual de 21,74%. Um bom resultado. Dezembro em si recuou -0,62%. Algumas ações sofrendo.

A satisfação foi receber ao longo deste ano um total de R$ 8.250,00 de proventos da renda variável. Claro, ainda é pouco, mas trabalho há apenas três anos e meio (não conto o período de estágio).

 

Neste 2017, agora já no fim de janeiro, espero uma mudança para melhor em minha vida. Novos desafios que gelam meu estômago quando penso neles. Antes, porém, passo uma semana no Caribe descansando.

Neste início de ano reformulei meu controle orçamentário. Controlo meus gastos desde quando era estagiário, então consegui montar uma planilha que abarca diversas informações. Até o fim do mês compartilho ela com quem tem interesse.

 

alocacao
Alocação
distribuicao
Distribuição dos ativos

 

 

 

Nossas instituições aguentam apanhar tanto?

Comecei a praticar taekwondo aos sete anos de idade. Lembro que naquela época eu ficava admirado com a força dos chutes direcionados ao saco de pancadas. Pensava comigo – será que aquele saco não vai estourar?

 

E hoje penso se nossas instituições não vão esfarelar. Elas aguentam tantos chutes?

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (SFT), errou a decidir uma questão tão sensível de modo monocrático. Deveria ter submetido o pedido de liminar ao plenário do STF. O mal-estar causado é grave. Não vemos, mas o judiciário está extrapolando suas funções.

Na decisão de afastar o presidente do senado, o ministro utilizou, dentre outros argumentos, as manifestações de domingo. Ocorre que isso não é um argumento. A função de um ministro da Suprema corte não é ser um superego da nação, como cansa de dizer Lênio Streck. Pelo contrário, dos ministros esperamos a defesa da constituição e de atos legislativos que a agridam. Devem ser fator de equilíbrio.

Mas o decido conforme minha consciência, minha convicção, minha moral etc., não é de hoje e está presente em peso nas decisões de juízes de primeiro grau. Onde erramos?

Vejam a decisão recente do STF sobre o aborto em até três meses. Não digo pelo conteúdo, mas totalmente equivocada na forma. A lei é clara em considerar a ação como crime (o processo dizia respeito à equipe médica que realizou o ato). Se a lei está equivocada, mude-se a lei. Legislativo está aí para isso, e pode convocar plebiscito e/ou referendo. Mas o STF apenas não interpretou conforme a constituição? Não, ele legislou. Ademais, qualquer tema que se queira manobrar se encaixa em nossa pequena constituição de 250 artigos.

É dizer, vai perdendo-se a crença na lei, na sua aplicação. Mais vale a vontade do juiz da vez, a sua consciência – e eu não quero depender da consciência e tampouco moral de outra pessoa. Ergue-se um Estado dos juízes.

E tal movimento incentiva represálias do poder legislativo, como o absurdo do tipo penal aberto para punir juízes e promotores, onde se encaixa aquilo que quiser.

Não bastasse a trapalhada do ministro Marco Aurélio, agora vejo que que o senado não vai cumprir a decisão. E o cidadão comum logo pensa – eu também posso descumprir uma decisão se não concordo com ela?

Um erro agrava o outro, o qual incentiva outro. Uma espiral destrutiva para as instituições. Senador Renan, cumpra a ordem e aguarde o julgamento em plenário.

Enquanto isso continuamos refém dos mesmos problemas históricos de sempre: corrupção, medidas econômicas de turno, inflação e desemprego alto.

Por fim, visando estancar eventual dúvida, não gosto do Renan Calheiros. Gosto ainda mesmo de Collor, Jucá, Requião e tantos outros que nos envergonham. Mas quando os fins justificam os meios…

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Resultados – Novembro de 2016

Rentabilidade negativa da carteira em -2,02%. Ainda utilizando a planilha do AdP. Anual em 22,50% e histórica (desde fevereiro de 2015) em 27,90%.

Ações, fundos imobiliários e títulos vinculados à inflação puxaram o resultado para baixo por conta dos eventos de novembro (os quais nem ouso elencar, pois estão carecas de saber). Isso interrompe uma série de nove meses com [bom] desempenho azul. Nada mais natural.

Como era previsto, não consegui investir um dinheiro novo em novembro. O pouco que sobrou usei para pagar uma viagem de férias. Caribe, lá vou eu! (não é Cuba rs)

Os proventos foram reinvestidos em títulos pré-fixado quando do stress da semana passada.

No mês que vem exponho opiniões sobre as ações que carrego.

Seguem os gráficos e dados:

aloc

dis

 

indi

 

*

No fim de semana passado postei um texto ácido sobre Fidel e o momento atual do país. Engraçado, pois não sou de me desequilibrar tanto. Estou sendo contaminado pelo momento atual de desolação? Preciso reler os textos do SoulSurf para me reequilibrar rs.

Mas ainda no assunto de Cuba, trago para vocês alguns trechos do texto escrito hoje pelo Demétrio Magnoli.

Ele fala sobre o mantra – equivocado – que os simpatizantes do regime cubano repetem à exaustão: foi ditadura, mas teve qualidade e universalidade na educação e saúde; morreram muitos, mas teve qualidade e universalidade na educação e saúde; cercearam várias liberdades individuais, mas… etc.

Então, seguem alguns dados interessantes:

  • Durante a ditadura de Fulgêncio Batista, em 1937 – ou seja, antes da revolução castrista -, foi instituído o salário mínimo e jornada de trabalho de oito horas diárias. Cuba foi pioneira na América latina;
  • Em 1955, ainda na ditadura de Fulgêncio, a taxa de mortalidade infantil em Cuba era de 33,4 por 1.000. Era a segunda menor na América Latina;
  • Por sua vez, a taxa de mortalidade infantil em 1957 era de 32 por 1.000. Isso colocava Cuba entre as treze mais baixas do mundo. Hoje, como diz o Magnoli, ainda está baixa, mas já não está entre as 25 menores do mundo;
  • Em 1957 Cuba possuía o maior número de médicos per capita e a maior quantidade de calorias ingeridas por habitante (2.870);
  • A taxa de alfabetização em 1956 era a segunda melhor da América Latina.

Disto podemos concluir que o povo cubano já experimentava melhora em seus índices de saúde e educação antes mesmo de Fidel. Então para que toda a violência, sectarismo, educação direcionada para a ideologia marxista? Revolucionários só causam destruição e opressão. O ‘mérito’ de Fidel foi igualar todos pela régua da pobreza (exceto, claro, os amigos do rei).

Para finalizar, Magnoli expõe dados ainda mais interessantes sobre Cuba antes mesmo da ditadura de Fulgêncio:

  • Em 1847 médicos cubanos foram os primeiros a realizar uma anestesia com éter na América Latina;
  • Em 1881 identificaram o agente transmissor da febre amarela;
  • Em 1907 inauguraram a primeira máquina de Raio-X da América Latina;
  • Antes do ditador antecessor de Fidel, a taxa de mortalidade geral cubana era menor que a dos EUA.

O resto é história. Das ruins…

Os dados, segundo o autor, foram retirados dos anuários da ONU.

03

Um brinde a Fidel!

Faleceu Fidel Castro. Um demagogo latino americano idolatrado por muitos brasileiros. O que esperar deste brasil tacanho? Não tarda mais uma homenagem ao ditador na câmara municipal de São Paulo.

Um ditador que lançou toda a população na mediocridade. Eu acho medíocre uma vida em que tenho que pegar um ticket para conseguir um litro de leite. Carne então nem pensar. Mas há charutos para encher meus pulmões. Ou seriam apenas exportação?

Fidel igualou o pais pela régua da pobreza. Nada diferente do que muitos paladinos da igualdade buscam por aqui. Recorrentemente misturam redução da pobreza – necessária – com igualdade. Balela.

Um texto um pouco mais carregado de revolta hoje. E também misturando água com vinho.

O país em uma crise econômica danada – desemprego medonho e risco de insolvência fiscal -, corrupção endêmica, política e capitalismo de compadre, políticos em sua maioria de baixo nível e qual a preocupação do alto escalão governamental? Um apartamento com restrição de obra em Salvador … É pra fuder o cu do palhaço!

E pensar que até o fim deste mês tenho que recolher o imposto sobre minha renda de outubro. É um desgosto. E ler e ouvir idolatria a Fidel Castro. E aguentar gente que tem preconceito contra o dinheiro nesse país. Os mimados dotados de virtudes que odeiam o dinheiro, mas nas escuras sujam-se por ele.

Fidel Castro se foi. Não posso deixar passar em branco. Comprei quatro pedaços de bons queijos e três vinhos de qualidade. Coisas que a patuleia cubana nem sonha. Lamento por eles. Nesta noite, eu e meus amigos faremos um brinde a Fidel! Viva o socialismo!

02

Vanessa Grazziotin e o Estado Mínimo

Hoje na Folha a Vanessa Grazziotin escreveu:

[…] Disseminam o pânico para paralisar o povo e dificultar a reação contra essas medidas [Pec 55], que representam o desmonte das políticas sociais e estabelecem uma nova concepção de Estado Mínimo, com base na teoria neoliberal de Friedrich Hayek, Karl Popper, Ludwig von Misses [sic], Milton Friedman.

 

  • Pânico? Até onde eu sei quem é especialista nesta atividade é o PT e sua turma da esquerda histérica. Nas eleições de 2014 a propaganda da candidata Dilma abusou daquilo que conhecemos como medo. Lembram-se do prato sumindo da mesa de uma família carente? E as ameaças em cima do término do bolsa família? E as mentiras sobre as pedaladas fiscais? E sobre a privatização da Petrobras etc. Do terrorismo retórico sobre a possibilidade da ‘independência’ do Banco Central?
  • Não vejo quem está dificultando a reação contra o projeto de emenda à Constituição que coloca limites nas despesas públicas. A própria senadora tem espaço aberto em várias mídias para criticar; muitos estudantes estão ocupando escolas contra a PEC e contra tudo o mais que seja possível ser contra; movimentos ditos sociais queimando pneus nas rodovias. Imaginem se não houvesse essa pretensa dificuldade?
  • Desmonte de políticas sociais. Este é o único mote dos socialistas. O disco não muda nunca. Não haverá desmonte algum. Mas eles têm medo de perder a coleira que ainda amarra alguns pescoços.
  • Neoliberal? Cabe tudo nas palavras? Se sim, afirmo-lhe que este blog é um ônibus. Sim, isto é um ônibus.
  • O pior é alguém acreditar que o Brasil caminha para ser um Estado mínimo. Seria muito cômico se igualmente não fosse tão trágico. Mesmo com a PEC 55, a reforma da previdência o Brasil, a reforma trabalhista etc, o Estado ainda é sufocante. Um Estado que não liga a mínima para a liberdade individual, para as escolhas do indivíduo. Quer tutelar a tudo e a todos, o que pode e o que não pode, indo até os mínimos detalhes – por exemplo, o Procon de um estado federativo acha que a pizzaria não pode colocar preço diferente em uma pizza de dois sabores. Cômico ou trágico?
  • Citar Hayek, Poper, Mises e Friedman ao sabor da conveniência e sem conhecer a obra de cada qual? Aliás, e o ‘imposto de renda negativo’ de Friedman? Essa concepção não entrou no Estado mínimo da senadora. A conveniência da omissão…

A esquerda se vê com uma prepotência tão grande que crê possível concluir o Brasil em um parágrafo.

*

João Pereira Coutinho é um autor português de alta qualidade. Um reconhecido conservador. Criticava o Trump desde o momento de sua candidatura. Para tanto, sempre usou de bons argumentos e queria mostrar o equívoco de taxá-lo como conservador.

Hoje Coutinho escreveu:

 

“[…] Com as eleições americanas, a minha caixa de e-mail rebentou: havia leitores ‘conservadores’ que se sentiam menos sós por eu não defender Trump; e havia leitores ‘conservadores’ que me insultavam com vigor por eu não apoiar Trump.

O cenário divertiu-me porque revela um certo primitivismo no debate intelectual: para os fanáticos, a política não é uma conversa pluralista; é uma inquisição ideológica. Na minha qualidade de herege, agradeço a todos os insultos. Eles são medalhas na lapela da minha liberdade.”

Infelizmente ainda não temos uma forte representação conservadora no Brasil. Por ser uma corrente de pensamento que sempre teve dificuldades de penetrar na academia brasileira – dominada por pensamento de diversas matrizes de esquerda -, o conservadorismo é mal compreendido nesse momento histórico de política feita com o fígado. Quase sempre confundido com o reacionarismo.

Um conservador não é um inquisitor ideológico. Um conservador não gosta de ídolos e mitos políticos, gosta da controvérsia e do debate de ideais e jamais quer impor o seu pensamento. Busca, pela argumentação, mostrar as virtudes daquilo que foi construído até então e passou no teste do tempo. Mas precisa de pensamentos opostos ao seu para sempre estar refletindo.

Por isso, um conservador lamenta toda a histeria e certeza que correntes de esquerda carregam. Alguns pensadores de esquerda são autossuficientes. O inferno são os outros.

Então, se você simpatiza com os ideias de conservadores de calibre, como Burke, Oakeshott, Scruton etc, não caía na armadilha de se comportar como um petista certo de si.

Abraço a todos.

01

Resultados – Outubro de 2016

Nada postei em outubro porque fiquei esgotado. Aumentei minha dedicação aos estudos e paralelamente continuei firme no trabalho. Tanta dedicação acarretou que meus gastos neste mês foram muito pequenos – não sai quase nada, pouco entretenimento etc. O único luxo que tive nesse mês foi comprar Civilization VI, jogo de computador pelo qual que sou apaixonado desde a adolescência. Mas pude dedicar apenas algumas horas do último sábado e domingo para ele.

Este mês a remuneração veio melhor e ainda recebi a restituição do imposto de renda. Assim, adquiri:

Inflação-2019
UGPA3 (Ultrapar)

Todos os proventos foram reinvestidos. Em novembro e dezembro apenas vou aportar os proventos. Já poupei mais que o inicialmente esperado para este ano e agora é o momento de me pagar. Se tudo der certo uma bela viagem para o caribe em janeiro.
*

Há tempos que venho cobiçando a Ultrapar. Infelizmente não a comprei naquele período de baixa sistêmica. No entanto, é um ativo em que acredito e pretendo carregar por bons anos se ela não mudar a filosofia de gestão.

Segue a valorização da carteira:

Outubro-2016: 2,06%
Anual: 25,03%
Histórico (desde fev-2015): 30,54%
 


 

Considera proventos distribuídos

 

 

 

 
Hoje acessei o feed de blogs do Abacus (Uó) e levei um susto com a quantidade de blogs sobre o tema finanças e assemelhados. Inclusive ele está fazendo uma postagem sobre isso agora. Bom ver o esforço das pessoas em construir valor para o futuro.

Uma postagem que na minha opinião merece uma leitura muito atenta é a produzida pelo blog Investidor Internacional. O blog em si já é muito bom e denso em informação de qualidade. A série “Como investir para renda no exterior” traz um conteúdo raro de se achar. Então fica a sugestão para os poucos que não conhecem o site.

Passei a tomar mais gosto pela história do dia a dia que as pessoas colocam nos blogs. Pena que eu não me sinta a vontade para tanto. Em breve aumento meu feed de blog que recomendo a leitura.


Abraços.

Resultados – Setembro de 2016

Que dia cansativo! Post rápido apenas para divulgar o avanço patrimonial.
Antes, porém, lamento que aqui na minha cidade elegemos alguns vigaristas para a câmara municipal. A única surpresa boa dessa eleição foi a surra homérica que o PT levou! Merecido.

Seguem dados:

Planilha do AdP:

Mês: 1,80%
Ano: 24,54 %
Histórica (desde feveireiro-2015): 27,91% (sistema de cotas clássico)

Controle de cotas próprio:

Mês: 1,81%
03-Agosto-2016 até setembro: 3,38%


Aporte pequeno neste mês, infelizmente. Direcionado para IPCA-19.
Reinvestimento de proventos em IPCA-50.
Carteira valorizada pelo impulso dos títulos públicos de curva mais longa e fundos imobiliários. Ações não jogaram a favor, com exceção de PARC3 e LIGT3.

Abs!